Armas, drogas e segurança pública: homicídios em Belo Horizonte

By 06/07/2011 dezembro 4th, 2017 Artigos Científicos, Notícias

Os pesquisadores Luciana Teixeira e Marco Antônio Couto analisam, em artigo publicado na revista Dilemas, como fatores sociais e políticos influenciaram na oscilação da taxa de homicídios na RM de Belo Horizonte, no período de 1998 a 2007.

O artigo aborda fatores como o aumento das mortes decorrentes do uso de armas de fogo; a influência do crack; a vitimização juvenil; políticas públicas preventivas, como o programa Fica Vivo, e de cunho repressivo, como a ampliação do sistema penitenciário.

Luciana Teixeira e Marco Antônio Couto fazem parte do INCT Observatório das Metrópoles, núcleo Belo Horizonte.

Acesse o artigo completo aqui.

A seguir a Introdução do trabalho O sobe e desce das taxas de homicídios na Região Metropolitana de Belo Horizonte: armas de fogo, drogas e políticas de segurança pública.

Introdução

Atualmente, o homicídio se configura um problema endêmico em nosso país. Segundo dados apresentados pela publicação Mapa da violência 2010  (WAI SELFI SZ, 2010), entre os 91 países pesquisados, o Brasil ocupava, em 2005, a sexta pior posição, com uma taxa de 25,8 homicídios por 100 mil habitantes. Na sua frente apareciam El Salvador, com uma média de 50,1 homicídios; a Colômbia, com 45,4; a Guatemala, com 34,5; as Ilhas Virgens Americanas, com 31,9; e a Venezuela, com 30,1 homicídios. Assim, o Brasil, apesar de não passar por problemas relacionados à guerra civil ou externa, está entre os sete países mais violentos (Idem, p. 40).

Percebemos uma concentração do crime letal em áreas metropolitanas. Em 2007, dez delas (Belém, Belo Horizonte, Curitiba, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo e Vitória) acumulavam 45% dos homicídios registrados no país (Idem). Notamos, apesar da constatação de uma tendência geral de crescimento, uma significativa variação nas taxas da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) no período compreendido pelos anos de 1998 e 2007. Em função disso, interessamo-nos em tentar determinar, com limitações das mais diversas ordens, é claro, que fatores poderiam ter mais relevância sobre tais variações.